Vivendo
de Memórias
O
teu sofrimento hoje é a conseqüência dos teus atos
de ontem; a tua alegria hoje vem do bem que espalhastes ontem. Seja
como for, nada escapa à Lei, não há vítima
que não tenha atraído para si o mal acontecido; não
há um só ser humano inocente em seu sofrimento. Trazes
memórias terríveis que desconheces de teu passado. Pesados
fardos que ainda carregas porque não queres perdoar, ou porque
ainda não aprendestes o que é perdoar. O peso que suportas
dos sofrimentos que atraístes, no entanto, não é
maior que a tua capacidade de perdoar e de liberar essas memórias
negativas. Então, por que é tão difícil
reconhecer que és o causador de tudo e te libertares de vez
do sofrimento, perdoando a todos e tudo e colocando-te humildemente
diante do Grande Criador pedindo para liberar os carmas de sofrimento?
Perdoar
parece tão difícil, porque o ser humano ainda não
compreendeu o seu significado e não entendeu que todo a mal
está dentro dele mesmo, gerado por ele mesmo, atraído
por ele mesmo. No entanto, perdoar é tão fácil
quanto colher uma rosa no jardim. Você deixa de admirar a beleza
de uma rosa só porque enfiou a mão num de seus espinhos?
Não, você chupa o dedo e pega a rosa com delicado cuidado
para colocá-la num vaso. Se você consegue perdoar uma
rosa, qual a diferença em perdoar um ser humano, semelhante
teu? Se a beleza da rosa te comove mais que a dor que o seu espinho
te causa, será que você não consegue relevar os
espinhos do ser humano também e ver a sua beleza?
Todo
sofrimento é conseqüência de apego ao passado, às
memórias, e de orgulho que não permite aceitar a verdade.
Desejo de controle e manipulação também resulta
em sofrimento; tanto um quanto a outro, manipulador e manipulado,
são guiados por memórias que os mantém acorrentados.
Desprender-se do passado, liberar memórias que criam padrões
de comportamento, libertar seu irmão das amarras com as quais
você o aprisiona pela culpa, a isso se chama perdão.
A coisa mais fácil que o ser humano pode fazer para se libertar
do sofrimento é perdoar. Eu me refiro ao sofrimento causado
por ele próprio, não aquele natural da evolução.
Este é um outro sofrimento que se for compreendido é
saudável, porque ele é uma angustia por querer alcançar
estados mais elevados de consciência, uma nuança da alma
que se remete a Deus.
Na
verdade, você vive de memórias. Toda sua vida anda sobre
trilhos do que você já foi no passado. Você se
tornou resposta de estímulos pretéritos e sua vida só
anda por impulso do que vem de suas memórias. Sabemos que nossas
memórias são imensas, um oceano desconhecido chamado
inconsciente. Tudo o que você experienciou em qualquer época
da sua evolução somado a toda a humanidade forma esse
desconhecido oceano chamado inconsciente. Todo esse manancial de memórias
está carregado com nossas experiências, boas e ruins.
Pelo andar da nossa evolução, muito mais de coisas ruins
que boas. Agora, imagine as influencias que você recebe desse
banco gigantesco de memórias!
Mudar?
Não é necessário, afinal, mudar o que? Tornar-se
consciente e devassar essas memórias com um facho de luz –
a consciência. Desprender-se do passado, libertar-se dos traumas,
tudo isso implica em perdoar. Mergulhar no passado amparado pela luz
da consciência e pedir ao Divino que libere essas memórias
para que sejam perdoadas. Jesus nos ensinou uma das mais belas orações,
que é pronunciada por milhões de pessoas todos os dias
sem entender bem o seu significado – o Pai Nosso. Num dado momento,
Ele diz assim: “Desfaz os laços dos erros que nos prendem,
assim como nós soltamos as amarras com que aprisionamos a culpa
dos nossos irmãos” -
(clique aqui).
Ele mergulha nas memórias da humanidade, depois se eleva ao
Criador e pede que Ele desfaça todos os laços que prendem
essa humanidade sofredora ao seu passado de tormentosos acontecimentos,
para depois deixar claro que o nosso compromisso será também
de liberar a todos aqueles que mantemos presos pelos cordões
da culpa, aqueles que julgamos terem nos feito mal e causado o nosso
sofrimento, mas que na verdade foram apenas instrumentos atraídos
por nós mesmos para mostrar o mal que ainda geramos dentro
de nós, e nos colocar diante de nossos sentimentos com os quais
não sabemos lidar ainda.
Somos
todos um! Você está em mim, eu estou em você, e
tudo o que penso agora, tudo o que sinto agora, está gerando
uma tal qualidade de ligação entre eu e você.
Tudo o que manifesto de dentro de mim para fora jogo no universo como
forma pensamento e vai juntar-se com os afins para criar um tipo de
realidade. Se meu pensamento tem a pureza de meus bons sentimentos,
a realidade que me acolherá será da melhor qualidade.
No contrário, depois de ter esquecido que ele mesmo foi o gerador
de seu sofrimento, o ser humano vai se queixar e acusar seu semelhante
mantendo-o preso por vidas ao mal que ele mesmo gerou. A isso se chama
obsessão.
Que
peso tem o seu passado? Qual a importância de suas memórias
que você insiste em permanecer preso (a) a elas? Liberte-se
de tudo isso. Busque no banco informado de cima as inspirações
que norteiam a sua vida, não no banco de memórias do
passado. Essas memórias são importantes como registros
de nossa história e evolução, mas não
como fonte de inspiração.
Comece
agora, entre nas memórias que estão causando tristeza
a você neste momento e observe do que elas são feitas;
depois eleve seu pensamento ao Divino e peça que as libere.
Mergulhe no TODO de modo a sentir-se um com todos e diga: “Sinto
muito”, “Me perdoe”, “Te amo”, Sou Grato
(a)”. Esta é uma poderosa técnica de perdão
para liberar memórias que causam sofrimentos ao ser humano.
Ela se chama Ho’oponopono, mas não importam nomes, nem
rituais, e sim o modo sincero como você faz. Se você quiser
entender melhor esta técnica, clique
aqui e baixe o arquivo.
Luiz
Antônio Trevizani