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Apenas Quero Entender Jesus

Eu percebi que, para muitas pessoas, basta aceitar Jesus como salvador e elas já se consideram salvas, mesmo sem refletir sobre a Filosofia dos Evangelhos. Vi quando entraram nas Igrejas e levantaram o braço como sinal de aceitação após uma ou mais prédicas. Chegaram à frente, foram abençoados, foram instruídos a respeito de normas princípios e rituais; instruídos a obedecer a um estatuto próprio de cada Igreja e a contribuir com o dízimo. Foram batizados. Muitos permaneceram fiéis, outros menos fiéis, mas permaneceram. Muitos saíram vazios, procurando ainda pela salvação; outros saíram desencantados, consigo mesmo e com os demais; outros saíram levando boas lembranças do aspecto humano, de ações culturais e momentos de elevação em busca do espiritual.

A Igreja é um bom lugar de se estar em busca do crescimento espiritual, pois, supostamente, a maioria vai com a intenção declarada de um encontro com Deus, sem desconsiderar aqueles que acreditam em um esforço físico e mental para uma evolução espiritual, como em uma caminhada em São Thiago de Compostela, Atakama, Arika, Everest, Tibet, Ganges, Pirâmides, Picos dos Açores (Atlântida),  Tihuanaka, etc. Um esforço físico e mental consciente de uma finalidade, associado à emoção e à expectativa, pode levar a um estado alterado de consciência. Afinal, a sua vida é aquilo que você pensa que seja. 
 
Bom para quem ficou e bom para quem saiu mas conservou as palavras e a Filosofia do Rabi Jesus na mente e no coração. No entanto, observa-se que poucos dos que ficaram na Igreja e poucos dos que saíram para ir à busca da salvação em outros lugares, conseguiram perceber que nessa Filosofia Cristã, se estabelece a diferença que há entre os dois espíritos que norteiam todo homem a cada momento e em qualquer lugar, o Espírito da Verdade e o espírito da Falsidade. O equilíbrio dos dois Espíritos significa o equilíbrio na consciência. Quanto e quando ser justo e reto?  Quando e quanto ser hábil e prudente? Como conciliar  os dois aspectos na convivência do dia a dia? 
 
Quando atribuímos autoridade a uma pessoa, estabelecemos uma crença em relação à suas sugestões. Se limitarmos nossos sonhos em função dessa crença, ganhamos um novo sonho, mas diminuímos parte do Talento do Esclarecimento, como seja, saber usar de maneira livre, clara e objetiva o entendimento da ligação do seu Eu com o restante do Universo. 
  
Muitos entraram na Igreja mais ou menos doentes na acepção desta palavra, a qual diz respeito ao lado mental e espiritual, pois, apresentavam tensões na consciência e visíveis marcas físicas da descompensação (sintomas). Alguns foram confortados, outros apresentaram uma grande modificação para melhor e outros ainda permaneceram doentes. Alguns ganharam enfermidades na medida em que o corpo sofreu com a somatização. Muitos já morreram. Da alma deles nada sabemos com segurança, mas há suposições  sempre reafirmadas como reforço de uma crença. Naqueles que ainda estão vivos percebe-se a inquietação no psiquismo, tanto entre os que aceitam como entre os que negam a existência de uma alma. 
 
Na prática a energia flui para onde o pensamento vai e o poder do pensamento pode se manifestar através de uma prece, seja ela qual for, na crença que for. A Fé (intuitiva), a crença (sugerida) e a convicção como produto das duas, podem modificar qualquer condição física do corpo ou das circunstâncias. A eficiência depende de que o consciente e mais o subconsciente, portanto, razão mais emoção, estejam concentrados no mesmo objetivo. 
 
A Igreja é como um grande hospital cuja freqüência é como a de um ambulatório. Nem todos os “médicos” e “enfermeiros” desse ambulatório, sendo humanos, conseguem escapar da “infecção hospitalar”, resultando para eles cabelos brancos, coração fraco e até depressão psíquica. Afinal, “A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE” e alto é o preço de manter o equilíbrio no subconsciente em todas condições e circunstâncias. 
 
Muito do cerimonial (pompa) e das circunstâncias tem sido reformulado para acompanhar a época e a  mudança de costumes. Muitas concessões com relação a comportamento são feitas. Outras em relação a rituais são  toleradas. Alguns testemunhos sugerem até uma certa mediunidade:- “O Senhor me revelou que”. ; - “Deus disse ao meu coração que..”; - “Tive uma visão reveladora..”;-“Tive um encontro com Deus”. Essas expressões são um reforço de ego muito comuns de se ouvir. Como o Mundo é aquilo que cada qual pensa que seja.....cada um de nós vive o seu próprio sonho. Quando acordamos plenamente, podemos mudar os nossos sonhos. Nossos sonhos são a nossa realidade e o são em função do nível de nossa percepção em relação ao que nos cerca. Tirar uma pessoa de seu sonho de modo repentino, é correr o risco de causar um choque. Jesus tirou muitos de um sonho e houve a reação.
 
Os cultos atuais podem ser no meio do som de baterias, guitarras e às vezes pandeiros, e em outros são somente tambores. Outros cultos conservam uma linha sisuda e austera. Em uma terceira cantamos “corinhos”, balançando o corpo, abrindo os braços e levantando as mãos. Em uma quarta Igreja alguns se levantam falando, falando... e repetido frases conexas e ou desconexas. Em outra cantam e dançam. Como seria a Igreja idealizada por Jesus ao chamar Pedro? Há Igrejas que reúnem grupos de afinidades, manifestando um  evidente aspecto tribal de proteção comunitária em cidades pequenas, ou, em minorias sociais como a Igreja dos surfistas, dos gays, dos metaleros etc. Chamou minha atenção a dos roqueiros do Ipiranga, metal pesado, bateria, gritos, saltos, agito de crânios raspados e de cabeleiras ao vento. Todos freqüentam um Sistema e todos os Sistemas são arbitrários. Não importa qual seja o sistema, o que importa é como você se sente dentro dele naquele momento de sua vida. Depende da sua capacidade de sonhar naquele momento. Como há diferentes níveis de percepção, realidades e sonhos.........cada um na sua e no seu tempo. Sempre há a possibilidade de acordar e mudar o sonho em qualquer tempo. 
 
 Pensando em reformulação verificamos através dos evangelhos que Jesus, o Homem histórico, fisicamente existiu. Pela leitura dos evangelhos o Jesus histórico era e sempre foi Judeu. Como Judeu, historicamente sempre seguiu e confirmou as crenças do Judaísmo. Jesus como Judeu apenas reinterpreta o judaísmo. Certamente estudou, pois, O chamavam Rabi e também ensinava no Templo. Não foi contra os Fariseus, antes seguia os seus preceitos e atividades, mas, tentou corrigi-los em alguns aspectos da conduta devida, pois eram, a seu ver, más atitudes e maus costumes a serem repensados. Jesus apresentou idéias de renovação de pontos de vista e de interpretação do Velho Testamento. A visão de Jesus a respeito da religiosidade e da religião o colocou contra as outras tendências conservadoras vigentes na época. Nesse ponto pregava um “judaísmo renovado”. Jesus tinha o Talento da Visão e com isso a capacidade de mostrar o objetivo e o subjetivo em novos ângulos, mudando os sonhos e as realidades, tentando livrar muitos indivíduos de seus pesadelos e dando novas esperanças. 
 
O Natal é a lembrança do nascimento de Jesus, O Renovador. Nasceu no ano 7 A.C., na Judéia e depois cresceu no Egito até os 12 anos, onde possivelmente estudou; consta que permaneceu até os 30 anos entre os Essênios (Fraternidade Branca), uma Ordem Judaica super ortodoxa e severa. Então reformulou e pregou novas atitudes e hábitos de comportamento, uma filosofia de vida com padrões morais e éticos que  foi denominada posteriormente de Filosofia Cristã. Boas Novas de Renovação! 
 
Jesus propôs as “Boas Novas”, mas confirmou as Leis e as Escrituras Antigas. Como era habito no Oriente, não disse todas as suas verdades diretamente pois, talvez, poderiam chocar; não seriam entendidas e não seriam aceitas. Parece que esse trabalho ficou para Paulo o Apóstolo. Pessoalmente, Jesus não apontou todas as misérias humanas pois ninguém gosta de ver e enxergar as mesmas, mas contou estórias e fábulas como fazem os sufis, gerando novos sonhos. Seus pronunciamentos reforçaram, coincidentemente, as recomendações de Buda quanto à renunciar propriedades, prazeres e poderes, para segui-lo e alcançar a Paz, mas, introduz o aspecto do amor incondicional ao próximo. Entendo que a palavra correta seria respeito, pois, amor é subjetivo e respeito mais objetivo e evidente. Todos gostam de ouvir fábulas e assim os espíritos estão abertos para alguma instrução que possa ser percebida, cada qual em seu nível de consciência e de percepção. Afinal, 70% da humanidade continua como era antes, alimentando fábulas e vivendo de fantasias. A imaginação é criativa, diferindo da fantasia que é infantil e pode ser a arma que favorece resolver problemas quando há bom senso (presença de um espírito santo). Desgovernada é a louca da casa...... 
 
Jesus escandalizou algum contemporâneo porque admitiu e conviveu com mulheres em seu grupo. Alguma mulher citada como prostituta foi protegida da ação dos hipócritas e uma outra foi quem anunciou a chegada do Mestre em Samaria, isto depois de uma lição de clarividência à beira de um poço. Curou no Sábado, comeu no Sabath, viveu ao lado de pessoas simples e apontou as hipocrisias daqueles religiosos que, são zelosos em normas e princípios, mas, faltam com o amor às pessoas. Jesus afrontou os saduceus que eram uma classe de sacerdotes donos do Sinédrio (um Senadinho com seus “anões” como Caifaz). Estes, detentores dos negócios de vendas de animais para sacrifício, enriqueciam as custas das crenças. Certamente, foi contra o fundamentalismo de sua época e atrapalhou os negócios da classe sacerdotal, muito mais do que Barrabás poderia fazer. “Conhecereis a Verdade e a Verdade Vos Libertará”, poderia ter soado como uma ameaça ao que seria considerado falso. Como resultado objetivo temos a cruz e todas suas conseqüências históricas. Os resultados subjetivos são todas as polêmicas até o dia de hoje, as quais, Ele mesmo profetizou que elas viriam. 
 
Seguindo os relatos dos Evangelhos, verificamos que não é uma biografia, mas sim um relato de grandes feitos e de idéias de um Homem que se destacou de modo invejável. Dos Evangelhos, os aceitos pelas Igrejas Cristãs (canônicos), são quatro:- Mateus, Marcos, Lucas e João. Esses textos, foram escritos entre 50 e 100 D.C. e misturam testemunhos a respeito dos fatos com o personagem mítico do homem Jesus. Sempre dão um toque espiritual e transcendente e buscam justificar as Escrituras do Velho Testamento. Todos os Quatro Evangelhos são relatos que coincidem entre si apenas em 40% e não podem ser tomados ao pé da letra, como Jesus também não tomou ao pé da letra o Velho Testamento.  A realidade, como é dependente da percepção, poderia ser diferente na consciência de cada um dos discípulos. 
 
Como tomar ao pé da letra o relato do Novo Testamento:- “e então, o demônio arrebatando Jesus, transportou-o para o alto do Templo...” ? Como considerar Jesus como Deus e admitir que o demônio o toma no colo e o leva para onde quer ? Hoje, da humanidade, 70% tem dificuldades de raciocínio analítico. Se assim é, se evoluiu nestes últimos 2000 anos, como seria a capacidade de raciocínio antes? Sendo difícil separar o homem do mito, o que dizer da tentativa de separação do homem e mais o mito do Personagem Transcendente? Impossível, pois o histórico diz respeito ao Físico e seu subconsciente, o mítico diz respeito ao Mental (consciente) lógico e racional que pelo bom senso, coerência e carisma ganhou a admiração do povo. O Transcendente, Supraconsciente, Espírito, manifestou o seu Poder sobre a matéria, deixando o “caminho” aberto pelo exemplo e pela sugestão :- “se vós fizerdes as coisas que digo que façam, coisas maiores do que essas que eu faço, vós fareis” (J.C.). Humildade, mas, com objetividade! Também deixou bem claro que “tudo é possível e tudo está interligado”.- “Eu estou com o Pai, o Pai está comigo e se creres em mim (sintonia de pensamento), Eu e o Pai estaremos contigo”. Se um bom grupo está em sintonia, todos estão interligados como em uma teia, como afirma a psicofilosofia dos antigos havaianos. 
 
O próprio iluminado da estrada de Damasco (Paulo), reconhece que o contato possível com Jesus é Mental. É possível verificar isso na 1ª Epistola Aos Corintos, cap. 2, v.16- “Porque quem conhece a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Más nós temos (podemos dispor) a mente de Cristo”. É bom lembrar que a mente é o instrumento que a inteligência usa para fazer enfoques no cérebro. Neste caso, os enfoques são as idéias e pensamentos de Jesus, expressos nas escrituras. Segundo Paulo, se há contacto com o Divino ele é Mental. Sintonia com as idéias e através das idéias, com a possibilidade de que, em muitos casos haja sintonia “em espírito e verdade”. Nem todos podem ser considerados iluminados como teria sido o Apostolo Paulo! Hoje, quem “ouve vozes”, e tem visões, é mandado tomar medicamento segundo prescrição médica psiquiátrica. No entanto, dá para imaginar as tensões na consciência de Paulo na época em que ele perseguia os cristãos e suas prováveis conseqüências. O que as tensões ocasionariam além de uma neurose? 
 
Os Evangelhos Apócrifos, (Tomé 1º DC), “não aceitos” pela Igreja, elucidam pelo menos alguns aspectos e talvez por essa razão não convenham como canônicos. Assim é com a polêmica questão do Reino dos Céus, habitação de Deus, o qual, segundo Jesus o Cristo, “não está para cima porque as aves nos precedem, não está no fundo dos mares porque os peixes nos precedem, mas está dentro de vós e fora de vós” . O entendimento da realidade que nos cerca depende do nível de percepção, de acordo com a abertura que nos dá a nossa fé e a nossa necessidade dentro de uma crença. O nível de experiência pessoal é determinado por aquilo que você crê. Para Jesus, não há limites para Deus e para o Reino dos Céus. Você impõe o seu limite de acordo com o que você crê, como uma necessidade para experimentar uma “realidade” nesta dimensão. Claro está que uma experiência no campo do psiquismo pode ser temporária e dificilmente se repete de modo igual. 
 
No que será que se baseiam alguns teólogos ao imaginar e pregar:- “Deus, transcendente, sentado no seu trono de graça no alto dos Céus, contempla a criação, e é como nós, cheio de emoções...etc. etc..”. E para justificar essa idéia, um dos teólogos me disse textualmente:- “Há dois Reinos dos Céus, um como os Evangelhos dizem que Jesus afirmou, outro, onde Deus transcendente e pessoal, contempla a criação”. Sempre podemos com isto lembrar as figurações da Mitologia Greco-Romana e no mínimo lembrar da influência das pinturas no teto da Capela Sistina. São os ajustes de arrazoado que cada um faz para se justificar ao sentir a realidade de suas próprias limitações. 
 
Parece que a Teologia doutora alguns teólogos que, discursam a respeito do que todos nós ignoramos. Os arrazoados sempre obedecem a uma certa lógica, são até razoáveis e tentam justificar o “pouco provável” de qualquer crença. Além disso, qualquer religião apresenta normas, princípios, dogmas e rituais que são fruto da mente de seus Avatares e dirigentes menores. 
 
Sendo a espiritualidade a base da religiosidade, é melhor que a procuremos em introspeção profunda e em “secreto”, como recomendado pelo Mestre Jesus o Cristo. Antes de Jesus, já havia a recomendação de prudência (de Salomão?) em Eclesiastes, Capítulo 5: versículos. 1 a 3. 
 
O apóstolo Paulo, contemporâneo dos filósofos gregos e Doutor da Lei Romana, estruturou e pregou a Filosofia do Cristianismo segundo a sua própria ótica. O Imperador Constantino, baseado em Paulo, fundou a Religião Cristã com sede em Roma para unir os seus exércitos que, procedentes de várias regiões, estavam mentalmente divididos, pois, cultuavam diferentes deuses. Foram todos convertidos  em Católicos Apostólicos Romanos (História Universal). Hoje a Filosofia Cristã segundo a visão de Paulo, é base para a maioria dos sermões ouvidos nas Igrejas tradicionais e nas renovadas. 
 
Depois, acompanhando a evolução do “espírito” da espécie humana, vieram as incoerências entre o que seria o cristianismo e as atitudes de monges e templários nas “santas cruzadas”, com massacres e pilhagens, contra árabes e judeus. As incoerências foram seguidas depois pelos frades, irmãos e compadres da Santa Madre Igreja que, na “santa inquisição”, mataram e confiscaram propriedades, jóias e dinheiro de judeus e ciganos na Europa. Outros, como pretexto, eram tidos como bruxos, e o fim era o mesmo: morte e confisco de bens. O auge do desatino sucede com a venda das indulgências. Como separar a Santa Madre Igreja e seus dignitários de suas ações em todas as épocas ? 
 
Razoáveis dissidências espocaram a partir de Lutero, com renovação de conceitos e princípios, e daí surgiram os luteranos, depois calvinistas, martinistas, anglicanos, sabatistas, mormons, presbiterianos, metodistas e não esquecer os batistas que tiveram sua origem na Grécia a partir das pregações de Paulo, antes da Igreja de Constantino, e que deveriam ser chamados paulinos, desconsiderando a hegemonia pretendida pelo mesmo Constantino. Ainda há as renovadas, semi-renovadas, Brasil para Cristo, Pentecostais, Assembléias de Deus, Universal do reino de Deus, Testemunhas de Jeová,  Carismáticas, Internacionais do Reino de Deus, Quadrangular, Esconderijo do Altíssimo, Santos dos Últimos Dias, mais a dos “Máster” do Morumbi e a Vida Nova dos “emergentes sociais”; Ágape, Manancial, Nacional, Mãe Terra, Congregacional, etc.etc., levando em conta às garagens e galpões onde lideres improvisando e infelizmente semi-analfabetos, conduzem outros ainda menos alfabetizados, podendo-se verificar inclusive que alguns, devido às condições, nem estudam a Bíblia, “porque esperam pela revelação do Espírito Santo”. Assim, todos os Sistemas são Arbitrários, e cada pessoa se ajusta no sistema que satisfaça o seu próprio nível de percepção e de consciência. 
 
Jesus profetizou:- “cegos guiando cegos” (esqueceu-se dos caolhos).  Depois o Apóstolo Paulo profetiza:- “mas quando Jesus vier, muitos dirão:-.Mestre, em Teu nome dei a salvação, em Teu nome curei os enfermos, em Teu nome expulsei os demônios....e, Jesus voltando-se para eles dirá :-" não vos conheço, apartai-vos de mim”.  Muitos pregadores tocam nesses pontos, mas de uma maneira geral o problema sempre é dos outros, de outros sistemas concorrentes, talvez seja o meu.....junto com eles. 
 
É possível que Jesus tenha sugerido a fundação da Igreja, através de Pedro, um simples pescador, baseado na Intuição e na Emoção, para que houvesse uma Instituição que, fundamentada no amor à Deus e ao próximo, mantivesse a Filosofia de Vida Cristã e onde houvesse a possibilidade de praticar a convivência dentro desses princípios de respeito à individualidade. No entanto, deixou claro, como no parágrafo anterior, o cuidado a ser tomado em relação a alguns dirigentes (de qualquer Ordem). 
 
Daí a indagação:- Oh Jesus !, se for para ser assim, como já foi, como está sendo e como ainda será, por que V.S. passou  por tanto sacrifício e sofrimento?
 
Quem realmente está salvo? Quantos pensam que estão salvos e “o foram” pelas mãos de homens já condenados pelas profecias de mais do que 2.000 anos passados ? Orai e vigiai  para perceber onde está a verdade e onde está a falsidade ? 
 
Ainda que as idéias de Jesus devam ser a base de todas as religiões e seitas cristãs, objetivamente há o desconforto das diferenças de idéias e interesses de lideranças, as quais já levaram e continuam levando em nome de Deus, às muitas guerras e matanças, além das divisões e subdivisões com domínio territorial e ou político. 
 
Temos para observar que cada religião é a institucionalização da existência de Deus e da oficialização da possibilidade de relacionamento com Ele, cada qual, naturalmente, com o “seu” Deus, O Deus do “seu coração”. As Igrejas e Templos oficializam o culto, cada qual da maneira que entendem ser a melhor. O maior problema está nas diferenças que, a cada momento, individualizam os enfoques que resultam nas diferentes Seitas, Ordens e Facções. 
  
A simples aceitação das idéias de Jesus sobre o amor incondicional e a obediência aos seus preceitos sem quaisquer outras implicações, pois dizem respeito à melhora de caráter em seu padrão Moral e Ético, podem levar o indivíduo a sentir paz profunda, a se equilibrar. Também podem levar a sentir a harmonia de uma possível sintonia com uma dimensão que poderia ser a transcendente. A medida da Verdade é a Eficácia. Se essa atitude permite sono profundo e reparador que, mantém o equilíbrio na consciência e se traduz por uma experiência de saúde, física e mental, só por isso já convém lembrar o Espírito de Renovação do Natal. 
 
A Igreja Católica em seus primeiros anos, não conseguindo afastar seus adeptos dos costumes pagãos, marcou a comemoração do nascimento de Cristo para 25 de dezembro. Eram nessa época e dia as festas pagãs relativas ao solstício de inverno, quando o sol atingindo o máximo de inclinação começa a voltar para que se aproxime a primavera no Hemisfério Norte. Isto se dá em 25 de dezembro. Uma questão de concorrência e de marketing assimiladas pela Reforma e seus sucessores. 
 
Por mencionar marketing, lembramos de propaganda e consumismo. Hoje os Cristãos pagam seu tributo aos comerciantes de todas as outras religiões que adotaram o Natal como oportunidade de mercantilização, com ou sem contrabando. 
 
Vende-se a imagem do menino, do homem vivo, do morto e do transcendente, dependendo da hora e da ocasião. 
 
Menino lembra criança e brinquedo. Brinquedo lembra Papai Noel. Papai Noel lembra a mitologia pagã escandinava:- O caçador deveria sair no inverno para caçar um urso polar. Se o encontrasse e o matasse, traria a carne para a tribo, vestindo a pele do urso polar. Daí o branco de pele na gola e o vermelho da parte ensangüentada que ficava virada para fora. Então a roupa vermelha com gola branca. 
 
Ainda me lembro daquele senhor, no natal de 1933, vestido a caráter, distribuindo presentes e bengaladas na velha 1ª Igreja Baptista, SP. Quase urinei de medo nos meus quatro anos de idade! Chorei com as bengaladas que o Pascoalino, filho do Antonio Barbieri, levou em suas pernas, como uma advertência para seu melhor comportamento. Natal.......1933....carro de bombeiros, de lata vermelha, com escada “magirus”, dado na Igreja, no meio da minha insegurança e temor, ..........ora..............já foi! 
No Natal uma boa parte das pessoas lembra-se da mensagem, das idéias e pensamentos pelos quais o menino Jesus cresceu e como Homem agiu e morreu. Depois das palavras de exortação fica a sociabilidade, a comida, a bebida e presentes para quem tem recursos. A miséria, a insatisfação e revolta para quem não tem. Isto deveria e poderia ser evitado ? 
 
Hoje, para o homem com 75 anos, o bom de cada Natal, foi e é a tentativa que a maioria faz de ser melhor. Bom mesmo é a oportunidade de encontrar a maior parte da família com bom animo. É´ poder dar a oportunidade de troca de idéias entre quem não se vê o ano todo e ainda dar oportunidade de alguém se sentir importante, ou, porque foi lembrado, ou porque, sentindo a necessidade, teve a oportunidade de proferir um discurso apropriado à época e ocasião e ao nível dos participantes. 
 
Com o Ouro das Palavras de Jesus no Coração, teremos uma base de estrutura psicológica para garantir as atitudes e ações físicas ou mentais que, nos mantém livres do desgaste que, poderia ser causado, em outras circunstâncias, por ofensas, injúrias e prejuízos causados à terceiros (os grandes pecados), origem do inferno dos complexos de culpa. 
 
Por ora, Salvo! , pelo menos do stress,  nesta dimensão, com o respeito próprio e com o respeito ao próximo, cada qual em seu nível de entendimento e de evolução de consciência, com o  Amor de Deus para todos e desejando Paz Profunda e duradoura para quem a alcançar, pelo meio que a alcançar, a cada ano , Feliz Natal e Feliz Ano Novo.! Alberto Dias. Atibaia, revisão em dezembro de 2003.
 
    
Alberto Barbosa Pinto Dias
Atibaia, 23 de Dezembro de 2003