Consciência, Inteligência e Realidade - 1
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- Escrito por Prof. Alberto Dias
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Consciência, Inteligência e Realidade - 1.
Um sistema qualquer tem consciência quando, ao receber informações, decodifica e percebe o significado de cada uma delas. Um sistema tem memória quando é capaz de registrar uma informação, mantendo a decodificação e o significado percebido à disposição da consciência. No Homem nos referimos ao Sistema Neural.
Um sistema é basicamente inteligente quando for capaz de devolver sem distorção a informação recebida, e ainda pode separar o processo de decodificação do processo de entendimento do significado da informação, pois o nível de percepção é próprio de cada sistema individual. A inteligência permite a capacidade de ação coordenada da Consciência e, esta é exercida pela vontade, sendo que ambas são atributos da Consciência atuante em um sistema nervoso.
Para uma consciência que opera um sistema nervoso, entender é perceber o significado lógico da informação, sendo que, em um entendimento superior, a consciência avalia a razoabilidade e a probabilidade da informação ser provável, pouco provável ou improvável. Compreender é aceitar, em um dado momento, a informação entendida como sendo verdadeira, mesmo sabendo que a verdade sugerida sempre é relativa à perspectiva usada para passar a informação.
Toda informação que é retransmitida oralmente ou escrita, pode sofrer os efeitos da perspectiva que é usada pela consciência de quem a retransmite. Uma consciência de nível superior sempre avalia a perspectiva sob a qual a informação foi passada e sempre estuda essa mesma informação sob outras perspectivas, avaliando as diferenças de entendimento pela variação do sentido lógico que cada perspectiva proporciona. Também verifica a razoabilidade de cada uma e qual a perspectiva que dá o entendimento que seja mais razoável e mais provável.
Consciências que ainda estão em evolução intelectual, aceitam informações lógicas, até razoáveis, mas pouco prováveis e até mesmo improváveis e, por essa razão, são consideradas místicas. A avaliação mais acurada só é feita por consciências que buscam dados exatos e, também consiste em verificar se a informação dada é uma sugestão limitante à liberdade de ação física, ou, de liberdade de pensamento.
As informações são muito importantes, pois delas dependem a evolução das idéias e dos pensamentos lógicos e razoáveis. As informações recebidas e aceitas como verdade por uma pessoa passam a fazer parte da realidade dessa pessoa.
Toda informação aceita como verdade sem comprovação pode ser denominada de crença. As pessoas pensam e agem em função de suas crenças e, se as pessoas aceitam crenças limitantes sugeridas como verdades, são limitadas em sua visão, em seus pensamentos e ações.
Há muitas crenças limitantes que causam bloqueios psicológicos e impedem que as pessoas aceitem informações novas, pois impedem que entendam e percebam a validade dessas informações novas se elas invalidam algum aspecto de suas crenças.
Alguns sistemas organizados de forma arbitrária usam fazer reuniões periódicas e, nessas ocasiões repetem dados e informações que reforçam crenças limitantes, criando engramas. É por essa razão que a maioria dos místicos rejeitam as informações cientificamente comprovadas que contrariem suas crenças.
Os místicos que aceitam as informações científicas que expliquem os fenômenos psíquicos observados por eles são denominados místicos esotéricos. Místicos comuns não aceitam essa atitude dos Místicos Esotéricos, pois defendem suas crenças baseadas em pressuposições sem comprovação. São irredutíveis e se orgulham disso.
Um engrama é uma idéia ou pensamento profundamente arraigado. Engramas forçam uma linha de pensamentos que impede que o indivíduo pense por outras perspectivas.
O maior desafio a ser vencido por qualquer indivíduo, principalmente pelos indivíduos que estão sujeitos a uma cultura restrita é a ignorância, pois ninguém dos que tenham sido convencidos, consegue mudar uma realidade pessoal sem que faça experiências. Experiências novas que mostrem resultados objetivos fazem pensar por outros pontos de vista e, assim, o indivíduo que está sujeito à crenças limitantes, com a experimentação e observação de resultados eficientes, pode passar a ser um indivíduo que pensa de modo livre.
As lideranças místicas abominam as experiências que abalem as crenças que sirvam de fundamentos para manter um grupo adepto e sujeito às normas e princípios elaborados de forma arbitrária. Muitos chegam ao absurdo de atribuir os bons resultados eficientes das ações do psiquismo ao mal e, não percebem que é o mal do ego que impera em seus níveis mentais. Nas Universidades observa-se atitude similar quando, um catedrático defendeu uma tese de livre-docência e um fato novo põe em dúvida as pressuposições em que se basearam as suas conclusões. A orientação de ensino em um Departamento da Universidade pode levar uma geração para que seja modificada.
O indivíduo que tenha um sistema neurológico sadio tem condição de aprimorar seu estado de consciência com o treinamento das práticas da lógica e da avaliação da razoabilidade das informações novas que lhe são passadas, comprovando antes de fixar o conteúdo como verdade relativa atual.
Os questionamentos obrigam às novas reflexões e às associações das informações ordenadas no banco de memória. Daí a possibilidade do aumento das intuições que, são as novas idéias e pensamentos elaborados pelo próprio sistema inteligente que faz a conotação de idéias e pensamentos.
Esse processo intuitivo é acionado pelo aspecto da consciência denominado Eu Básico, que contém o subconsciente com seu banco de memória, enquanto que o Eu Médio, aspecto consciente da consciência, ou dorme, ou esteja desligado em reflexão profunda, ou ainda em contemplação, a qual é caracterizada pelo esvaziamento de enfoques mentais de seu nível consciente.
Podemos incrementar esse processo de melhor integração do Eu Médio com o Eu Básico, do qual faz parte o denominado subconsciente pela psicologia, pelo treinamento com exercícios progressivamente mais complexos e, cientificamente dosados, em até 16 horas de atuação.
O resultado é o aumento das capacidades de concentração, memorização, lembranças e conotação de idéias e na produção de pensamentos lógicos, razoáveis e prováveis. Naturalmente que esses exercícios metodológicos podem interessar a pessoas que desejem o melhoramento pessoal e o melhoramento do povo trabalhador chegue a entender isso.
No entanto, a eficiência desse processo depende do indivíduo manter ativa a memória Lábil, isto é a capacidade de memorizar informações e conhecimentos novos. Se a memória Lábil não é mantida por treinamento, a tendência natural é a de ser diminuída na medida em que a idade avança além dos 28 anos (4x7), isto é, avança além da primeira idade que compreende a primeira e a segunda infância, a adolescência e a maturidade normal dos 21 aos 28 anos. O envelhecimento de algumas funções fisiológicas inicia após os 28 anos de idade. Teoricamente a memória Lábil, a capacidade de reter informações novas, é zero a partir dos 70 anos. Dependendo da pessoa, da alimentação e do sono regular, a partir dos 60 anos.
Também, naturalmente, a quem pode interessar que os adeptos sujeitos a uma filosofia e, contribuintes para manutenção de um Sistema Organizado de forma arbitrária cheguem a entender isso?
Alberto Dias. Especialista - USP –1955. (11-44151613).
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