A Inteligência, O Intelecto e O Sentimento

Para que serve um extenso currículo acadêmico, se o coração ainda não consegue administrar o sentimento mais puro da generosidade, do amor, da compaixão e da solidariedade? O ser humano orgulhoso, que se identifica com seu próprio status intelectual, sem o sentimento de humanidade que desponta na compaixão, pode usar todo seu conhecimento como arma de destruição da vida.

Sem amor, sem compaixão, todo esse material impresso na mente intelectual pode se tornar um enorme amontoado de lixo, arma destruidora de almas, ou arsenal bélico destruidor da humanidade.
 
O intelecto é ferramenta útil à inteligência, mas usado sem ética, sem amor, sem compaixão torna-se elemento de força ao ego. E um ego orgulhoso, nutrido de poder intelectual pode ser perigoso, porque não considera o retorno dos seus atos e só pensa no quanto pode arrebanhar em poder e riquezas materiais.
 
O ressecamento do sentimento, que leva o orgulhoso intelectual a se tornar frio e calculista, esconde fragilidade e medo. A postura egotista do acadêmico, desprezando inteligências menos privilegiadas de estudo, não considerando que haja criatividade fora dos campos limitados do intelecto que ele domina, dele mesmo como figurante central, é medo que o castelo frágil do seu intelectualismo desmorone.
 

Quando o intelecto serve de expressão refinada da inteligência, pelo senso ético da alma, associado ao sentimento nobre expressado pelo coração como amor e compaixão, o ser humano cria as mais belas poesias e torna-se um criador de mundos mais felizes.


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