Difícil entender...!!!???

Continuamente, nós fazemos campanhas de combate contra isso e aquilo, campanhas contra a violência, contra a corrupção, contra doenças... Mas tudo o que vai contra encontra a mesma coisa a que se opõe, e as forças opostas se multiplicam na mesma ação em lados opostos.

Essas campanhas serão inúteis enquanto não surtirem os mesmos efeitos almejados lá fora, aqui dentro de nós. Seus efeitos positivos lá fora, são mais aparentes que reais; só transferem a ação combatida de um campo para outro campo – moraliza aqui corrompe-se lá, pacifica aqui aparece violência lá, cura aqui adoece lá.

Quando nós entendermos que a causa do mal combatido lá fora precisa ser renovada em nosso íntimo, então sim todas essas campanhas serão bem-sucedidas. Elas são positivas na medida que nos confrontam com aquilo que relutamos aceitar e resolver intimamente. O aprendizado é mais demorado assim, e mais doloroso. De dentro para fora vai mais rápido.

Bem ou mal nós estamos aprendendo, devagar ainda, e aos poucos vamos despertando e nos conscientizando que somos nós os artífices de todos os enredos e histórias, seja no âmbito mais íntimo de cada um ou nas esferas da coletividade.

Aquilo que nós combatemos lá fora é reflexo daquilo que não queremos enxergar aqui dentro de nós, e negamos nossa responsabilidade na sua criação.

A violência combatida lá fora é a materialização do nosso eletromagnetismo denso, resultante dos mesmos sentimentos cultivados intimamente e levados pelos pensamentos para a psicosfera coletiva (a atmosfera psíquica, o campo das emanações eletromagnéticas que envolve o ser humano). Em algum lugar e momento alguém vai se sintonizar e se aproveitar dessa energia para materializar um evento compatível.

A corrupção, apontada nos outros, nos políticos, nos governantes, em qualquer esfera, é a somatória dos nossos desejos íntimos e das nossas pequenas ações de cada dia, quando buscamos levar alguma mínima vantagem sobre outro, sobre a lei, esbarrando na ética, pisando sobre ela para nos sobrepujar aos outros e à lei.

O nosso eletromagnetismo pessoal denso, na sua força coletiva é implacável na materialização da violência, da corrupção, das epidemias, dos desvios de conduta – é uma força que se move pela comoção, especialmente quando mobilizada pelas mídias de massa, pelo medo.

Assim também, a mesma força atua no campo do bem, da compaixão, da ética, da justiça, da saúde, da paz. A mesma energia, sutilizada no amor, cria outras realidades mais felizes e eventos mais promissores.

Justiça é reparação, paz é perdão, retidão é a ética aplicada, em todas as ocasiões.

Se não nos educarmos a nós mesmos, como exigir boa conduta dos outros?

Se não somos éticos, como exigir retidão dos outros?

Se não acreditamos em nossa natureza saudável, e que as doenças são as desarmonias criadas por nós mesmos, como viver saudáveis?

Se ainda não confiamos em nossa pacificação interior, como ter paz no mundo?

Se não acreditamos na força do perdão, como justiça e reparação daquilo que nós mesmos geramos, como incentivar os outros a serem honestos, justos, pacíficos, éticos e amorosos?

Difícil entender que as leis universais são justas; que tudo aquilo que hoje colhemos é fruto de nossas semeaduras ontem; que aquilo que juntamos hoje fomos nós que separamos ontem.

Difícil entender que a pacificação interior vem do perdão; que o perdão é a ação de maior inteligência do ser humano – senso inteligente da alma ligado à razão, à ética, à compaixão, ao bom senso.

O bom combate é aquele que se estabelece dentro de nós, na pacificação interior, no cultivo dos bons sentimentos e pensamentos, na percepção consciente do que se passa em nosso mundo interior, no arranjo íntimo que vai gerar novo campo eletromagnético – nova psicosfera coletiva, saudável, amorosa, pacífica.

O campo da criação é a consciência; está dentro e fora de nós – aquilo que sentimos, desejamos, pensamos, aqui dentro, é o que criamos lá fora. Pacifique-se! 

 


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