O Materialismo e a Era da Estupidez

Na era dos grandes avanços tecnológicos e da liberação dos meios de comunicação, que nos propiciam formar redes sociais sem limites e compartilhar nossos conhecimentos para melhorar o mundo, nós criamos redes de idiotização e uma era da estupidez.

As tecnologias não chegaram até nós para nos idiotizar. Elas são as alavancas para a elevação da consciência humana para um mundo melhor, com mais facilidades e menos sofrimento.

A inteligência é o principal atributo da consciência, porém, parece ser um “produto” inacessível para a maioria, formatada para ser somente "néscios tubos de consumo".

A escravidão moderna se estabeleceu pela subserviência da inteligência ao serviço dos interesses políticos e econômicos, por um processo bem elaborado de hipnose.

Nos meios de comunicação e propaganda, nos noticiários da televisão, nas matérias dos jornais e revistas, e agora na internet, nós somos os “consumidores”. Deixamos de ser seres humanos para ser os consumidores. Que tratamento maravilhoso!!!??? E nós já estamos tão idiotizados que nem nos importamos mais e aceitamos e brigamos por nossos direitos de consumidores.

Está na hora de virar o jogo. Nós estamos no amanhecer de uma nova era para um novo mundo. Está na hora de acordar e começar a ver o mundo que criamos com outros olhos e outras expectativas – os olhos e as expectativas de todos.

Nosso umbigo está farto de bugigangas e o mundo está saturado de lixo. Nosso cérebro está saturado do barulho dos grilos da propagando consumista aturdindo nossa mente. Precisamos de silêncio e reflexão. Menos emoção e mais razão e bom senso; mais senso crítico. As promessas de felicidade pelo modelo do materialismo consumista falharam. Nós precisamos nos reinventar e reinventar o mundo. 

Nós podemos mudar o mundo. É simples e fácil, basta cada um de nós mudar nossa própria consciência de mundo e assumir novas atitudes e nos comportar de outra maneira agindo para o bem comum, sair desse egoísmo idólatra de insaciáveis consumidores para compartilhar e colaborar nosso bem maior – o amor, “o puro reflexo do Criador em todas as criaturas”.

Nós precisamos dos bens materiais, mas não precisamos nos escravizar por eles. Todo conforto é saudável e estabelece as condições para a vida ser um campo de felicidade. Mas essa felicidade não vem da posse dos bens materiais, e sim da sabedoria no seu usufruto desapegado, das condições com as quais nós lidamos com eles e dos resultados daquilo que fazemos com nossos talentos em benefício de todos.

A nova era se assenta no paradigma da colaboração e do compartilhamento. É outro nível da consciência humana. Um nível de consciência que se estabelece na conjugação do verbo na terceira pessoa – NÓS. Não mais eu e você separados, mas integrados na mesma rede de amor – a maior e mais potente “rede social”.

A mudança já está acontecendo. É a mais profunda e extensa mudança que a nossa civilização experimenta, uma transformação – uma transcendência das formas do velho mundo que já começa dar adeus. As próximas décadas serão decisivas para todos nós, os terráqueos. Ou nós nos humanizamos de fato, ou seremos expulsos desse planeta.

Nós almejamos muito a espiritualidade, e a maioria possui alguma crença religiosa ou espiritualista, mas ninguém se espiritualiza sem antes se humanizar. Nós somos humanos na forma, porém nossos comportamentos são em grande parte ainda animalizados. E os piores comportamentos animais, em muitas ocasiões.

A mudança começa pelo autorreconhecimento de nossa natureza espiritual – consciências eternas vagando pelos mundos para uma evolução consciente. A mudança começa pelo autoconhecimento!

Se cada um se conhecer a si vai conhecer a todos e a todas as formas de manifestação e expressão da vida, e vai respeitá-las todas, porque a vida é amor, a suprema aspiração de toda consciência.

No fim de toda a nossa história vai sobrar só amor, todo o resto será lixo, que será reciclado continuamente pelos processos naturais de entropia e renovação, para novas manifestações da vida. A vida é a única possibilidade, porque ela é amor; o amor é a vida. Então, renda-se à vida e ame a vida, pois assim estará amando a si e a todos em si mesmo. Não há outra maneira de “amar a Deus sobre todas as coisas”, senão “amando a Deus em todas as coisas”.  Pacifique-se!


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