A NUTRIÇÃO DA ALMA

A alma se nutre daquilo que o pensamento elabora a partir da ideia que nasce na sensação, na emoção e no sentimento formando a atitude. Mas sua principal nutrição vem da consciência espiritual. Infelizmente, a maioria não lhe fornece essa nutrição espiritual, pelo menos não da maneira correta.

 

Muitos enganos são cometidos em termos da nutrição espiritual para a alma, por falta de conhecimento, e, principalmente, de autoconhecimento.

 

A alma é o repositório de todas as nossas experiências formando o arcabouço do espírito em trânsito pelas eras em sua evolução. 

 

Comporta todos os recursos necessários a boa conduta no plano evolutivo. E a mente, sendo o campo das experiências renovadoras da alma, tem na emoção e no sentimento o terreno de sustentação da vontade e da sabedoria.

 

Inteligência e consciência são os seus principais atributos e conformam o plano das conquistas do espírito em cada jornada da existência eterna, renovando e aprimorando os aprendizados para suas mais elevadas edificações.

 

No terreno onde se desenrola a vida em suas mais nobres solicitações, vaga o ser humano, no entanto, qual perdiz que se perdeu no campo desconhecido em busca do refúgio seguro, quase sempre enredando-se nas tramas dos enganos vertiginosos que o levam e cometer os erros de avaliação mais torpes em suas escolhas, fazendo com que, em vez de enriquecer sua alma de conteúdos de elevado valor nutricional intoxica-a de emoções infelizes.

 

Na vertiginosa escalada do mundo atual, inolvidáveis serão aqueles tempos em que o ser humano ultrapassará o remorso, a culpa, a vergonha e a mágoa, perdoando a todos e a si mesmo, reconhecendo que na sua pequenez humana está toda a grandeza espiritual como a maior dádiva que o Criador de Tudo lhe concedeu.

 

É preciso, no entanto, fazer as escolhas conscientes do que se vai ver, ouvir, permitir-se sentir e absorver na mente, pois é disso que nascem as ideias, cujas são elaboradas no pensamento criando a forma que se manifestará no campo das experiências da vida.

 

Depois da experiência dolorosa não adianta chorar. A retificação se faz necessária, sim, por meio de nova experiência, e dessa vez aproveitando a dor como conselheira na próxima escolha a ser feita.

 

Tudo pode ser modificado ante do cenário que se conformou pelas nossas experiências passadas deixando doloroso rastro cármico, executando o plano divino escrito na cartilha da alma, que trazemos ao nascer, e esquecemos de ler porque nos iludimos e nos distraímos pelos atrativos sensoriais da matéria.

 

Recordar é viver, talvez agora possamos entender o verdadeiro significado de tal dito filosófico.

 

Luìz Trevizani – 16/12/2023

 

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